Falha no Gmail

Usuários do Gmail reclamam novamente de falha ao efetuar login

[IDG News Service/ EUA]


Usuários do Gmail, incluindo aqueles que o utilizam para trabalhar como parte do pacote Google Apps estão reportando novamente problemas de acesso ao serviço.

As reclamações começaram a ser transmitidas nos fóruns de discussão oficiais do Gmail e do Google Apps na quinta-feira e continuaram nesta sexta-feira (15/08) pela manhã - horário dos EUA.

> Pane no Gmail foi provocada por contatos, diz Google

Esta é a terceira vez em duas semanas que usuários do Gmail têm sido impedidos de acessar suas contas devido a um problema de login "502 Server Error".

No meio da semana passada, um número indeterminado de usuários do Gmail e do Apps foi atingido e o Google levou 15 horas para restabelecer o serviço.

Na última segunda-feira (11/08), o problema ressurgiu. Diversos usuários, inclusive empresas que usam o Gmail como parte do Premier, versão paga do Google Apps, foram afetados.

De acordo com vários usuários, o problema está de volta. Não está claro quantas pessoas têm sido afetadas por esse último problema, mas aqueles que estão detalhando seus problemas nos fóruns de discussão descrevem a interrupção como prolongada.

"Ainda parado. Calculando 24 horas. Algum usuário aqui tem qualquer recomendação para outro provedor de e-mail? É hora de começar a votação para encontrarmos uma saída" escreveu um usuário identificado como Howardf42, nesta sexta-feira em um post sobre a falha 502 no fórum de discussão do Google Apps.

O Google não respondeu imediatamente aos contatos do IDG News Service para comentar a falha, e a empresa ainda não se pronunciou nos foóruns e blogs oficiais.

O Google é o maior precursor da idéia de entregar aplicativos e serviços de computação via internet, popularmente conhecido como "cloud computing".

No entanto, quando esses fornecedores têm problemas técnicos em seus data centers e o desempenho e disponibilidade tão afetados, os gerentes de negócios de TI se sentem desarmados, pois eles pouco podem fazer para restabelecer seus serviços, enquanto seus usuários clamam por soluções.

Juan Carlos Perez, editor do IDG News Service, dos EUA.

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MERCADO / MARCAS

Apple vale mais que o Google pela primeira vez.
[O Estado de SP]

O valor de mercado da Apple, fabricante do iPhone e do iPod, ultrapassou na quarta-feira o valor do Google. Foi a primeira vez que isso aconteceu desde que o gigante das buscas abriu seu capital em agosto de 2004. No encerramento da bolsa eletrônica Nasdaq de quarta, a Apple era avaliada em US$ 158,8 bilhões e o Google em US$ 157,2 bilhões.

Ontem, no entanto, o Google se recuperou e voltou a passar a Apple, subindo 1,09%, com valor de mercado de US$ 158,9 bilhões. A Apple se mantive estável, valendo US$ 158,8 bilhões. No setor de tecnologia, as empresas ainda são menores que a Microsoft e a IBM. Ontem, a Microsoft valia US$ 254,8 bilhões e a IBM US$ 171,9 bilhões.

O Google e a Apple sofreram com a queda das ações americanas este ano, e ainda estão abaixo do pico de valorização alcançado em 2007. A Apple, no entanto, tem se recuperado melhor. Os investidores têm dúvidas sobre como o Google vai conseguir fazer dinheiro com seus inúmeros projetos, e questionam a saúde do mercado publicitário da internet. A receita da empresa ainda é muito dependente dos links patrocinados, anúncios de texto que aparecem ao lado dos resultados das buscas.

Os papéis do Google acumulam perdas de 26,9% este ano, e os da Apple têm queda de 9,5%. No segundo trimestre deste ano, os lucros da Apple cresceram 31%, atingindo US$ 1,07 bilhão. Os do Google aumentaram 35%, chegando a US$ 1,25 bilhão. As duas empresas tiveram resultados abaixo do esperado pelos analistas.

Pela performance das ações, os investidores parecem menos preocupados com o impacto da crise americana na venda de iPods, iPhones e Macs do que no mercado publicitário. Nos três dias que se seguiram ao lançamento da versão de terceira geração (3G) do iPhone, foram vendidos mais de 1 milhão de aparelhos.

MÍDIAS

Sites menores começam a atrair anunciantes de peso.
[Valor Econômico]

O site Break.com, que exibe vídeos provocativos voltados para o público jovem masculino, está provocando também o interesse de gente graúda no mundo publicitário.


Junto com vários outros sites americanos de nicho, como College Humor e Next New Networks, o Break.com fechou acordo recentemente com grandes anunciantes nos EUA, como Samsung, o refrigerante Mountain Dew, a colônia Old Spice e a bala Starburst para a produção de programas de entretenimento de marca, prática que envolve a criação de vídeos para a web que promovam uma marca de maneira sutil. Uma das séries mais recentes é "Ballpark Invasion", no Break.com, criado para promover o celular Instinct, da Samsung. Os episódios levam os espectadores a passeios por estádios de beisebol e mostram as novas tecnologias do telefone durante o percurso.

É um feito significativo porque o mercado on-line de entretenimento de marca era até agora dominado por gigantes da internet como Microsoft e Yahoo e empresas de comunicação tradicionais, como a MTV. As empresas tendiam a anunciar nesses sites porque tinham relacionamentos estabelecidos com eles e, mais importante, porque eles tinham de longe o maior tráfego.

Para os anunciantes, o que pegava em sites como Break.com e College Humor era a natureza provocativa do conteúdo. Como eles conseguiram contornar o problema desta vez? Eles se ofereceram para criar programas feitos sob medida (leia-se: censura livre) que mencionavam as empresas.

Não é boa notícia para grandes empresas da web como Microsoft e Yahoo, que são agressivas e conquistaram vários acordos do tipo com grandes anunciantes, como um programa culinário no Yahoo que promovia a maionese Hellmann's, da Unilever. Também é prova de que os marqueteiros não são mais dependentes unicamente dos grandes portais para suas necessidades de publicidade on-line.
Para os anunciantes on-line, sites como Break.com e College Humor são interessantes por causa da capacidade de atrair jovens do sexo masculino com seus vídeos sobre esportes, garotas e humor. Ao mesmo tempo, eles construíram significativas redes de distribuição para os vídeos, de modo que os clipes que aparecem em seus próprios sites muitas vezes se espalham pela web e acabam em sites de maiores, como o YouTube.

Isso persuadiu alguns grandes anunciantes a fazer a experiência de deixar os sites criarem programas para eles. Até agora, a maior parte da publicidade nesses sites era sob a forma de comerciais animados que apareciam na página inicial ou ao lado de um vídeo. Mas parte do problema era que, embora os sites fossem populares com os usuários por apresentar conteúdo interativo, as opções de anúncios eram muito mais estáticas.

Os programas de entretenimento de marca ficam misturados com os outros vídeos que aparecem nos sites. A Old Spice, por exemplo, selecionou recentemente o College Humor para produzir uma série para a promoção de seu "dois-em-um" que mistura sabonete líquido e hidratante. O resultado: "The Great American Twofer Hunt". "Uma two-fer é uma garota que não só é gata, mas inteligente também", informa a descrição do programa, em que dois apresentadores fazem perguntas a mulheres atraentes nas ruas de Nova York sobre política e geografia.

Para o Break.com e o College Humor, é muito cedo para saber se a incursão deles no entretenimento de marca - cuja produção não é barata - vai render. Break, College Humor e outros como Bebo, um site de relacionamento social da AOL, da Time Warner, contrataram equipes para cuidar da criação de séries originais e programas para os anunciantes. Séries de entretenimento de marca estão entre as opções de anúncio mais caras que esses sites vendem, mas não são muito mais lucrativas. Os custos dos vídeos, que podem ter de dois a vinte episódios, variam de US$ 250.000 a US$ 750.000 - quantia que os anunciantes poderiam gastar em anúncios mais básicos (e baratos de produzir) no site.

A criação das séries, contudo, geralmente exige quantidade significativa de trabalho da parte dos sites. Além disso, o patrocínio de uma série costuma ser parte de um pacote que inclui outras formas de publicidade, para tornar a campanha mais conhecida. Os sites acreditam que isso abrirá as portas para mais investimento de anunciantes. "Somos muito pequenos, então temos realmente de trabalhar duro", diz o diretor-geral do College Humor, Josh Abramson.

Esses negócios surgem num momento em que os marqueteiros tentam identificar as melhores maneiras de anunciar em vídeo on-line, uma vez que o dinheiro dos anunciantes está demorando mais a chegar do que muitos analistas previam. A firma de pesquisa eMarketer revisou ontem suas projeções para investimento publicitário nesse segmento. Os anunciantes americanos vão gastar US$ 505 milhões, contra a estimativa anterior, de US$ 1,4 bilhão.


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